Swift

Por que o Doador de Memórias é o meu livro favorito?

Você conhece esse livro? E o filme? Não? Pois bem, para ter uma primeira ideia sobre a história, eu acredito que valha a pena dar uma lida no post que fiz ano passado sobre.


A história corre envolta de uma comunidade futurística que aboliu as memórias de qualquer um, isolando-as em uma só pessoa, o Recebedor. Nesse caso, Jonas, que "ganha" as lembranças do Doador, que estava já idoso e não podia ser dispensado sem ter passado as lembranças para outro.
Nessa pequena cidade, todo adolescente, assim que sai da juventude e começa a sua vida adulta, recebe uma atribuição na grande cerimônia anual. O novo adulto pode ser um piloto de jatos, limpador das ruas, instrutor de crianças na escola, ou até mães biológicas em caso de garotas (Nesse universo, onde não existem emoções, todos bebês vem das mesmas mulheres, as tais mães biológicas, que vivem de procriar para darem seus filhos às famílias da comunidade. Ou seja, sem amor, sem relações sexuais, uma vida utópica ao extremo).


Jonas, filho de um cuidador de recém-nascidos e de uma trabalhadora do setor judicial, se vê em um caso totalmente diferente do de todos seus ex-colegas de sala durante a cerimônia que deveria lhe dar uma profissão. Jonas é escolhido como o Recebedor das Memórias.

Ele teve sua infância observada de perto e foi selecionado a dedo pelo próprio Doador, que teve experiências não tão boas ao ter escolhido Rosemary (maravilhosamente interpretada por Taylor Swift), sua própria filha, como a Recebedora. Um experimento que acabou em fracasso: Rosemary pediu sua dispensa para o Alhures.


Em certo ponto, o Doador mostra à Jonas a verdade por trás da "dispensa": a morte.
Tendo as verdades mais obscuras do sistema em que vive descobertas, Jonas se revolta e resolve fugir da comunidade, ultrapassar o Limite da Memória que fica além da grande Orla, levando consigo Gabriel, o bebê que seu pai cuidava que estava prestes a ser dispensado por ter seu corpo fraco.
Nessa fuga nós temos uma visão melhor dos Anciões, vemos o amor de Fiona, amiga de infância de Jonas, entrar em ação quando ela o ajuda a achar Gabe na materninade, mas se recusa a largar a cidade com eles.


Jonas, depois de muito denodo, consegue atravessar a barreira que representa o Limite das Memórias, libertando assim todas as lembranças que vinham atordoando a cabeça do jovem. O filme acaba nisso, Jonas descendo a ladeira de neve com gabe no colo, avistando lá uma casa de madeira que já havia aparecido em uma memória que o Doador lhe passou. Já o livro, acaba de um jeito até que parecido, porém na descida ele começa a ouvir um coro angelical, o que passa a ideia de Céu, talvez o Alhures, mas com certeza a morte. No livro também não é dito o que é feito com as memórias do rapaz, se voltam para a comunidade (como no filme) ou a barreira sequer existia, talvez ele morreu e levou as lembranças junto. A autora deixa essa lacuna de informações. O filme fez bem em preencher, é uma dúvida cruel pro garoto de 12 anos que leu o livro e pensava nisso até hoje, nos seus quase 14, quando viu o filme.


Uma coisa super legal de se ver no final, é o mundo sem cor ou emoções, tomando forma direito, sendo apossado pelo verde, pelo marrom, pelo vermelho, pela felicidade e pelo amor recém-descoberto.


O filme, mesmo esclarecendo muita coisa, continua vago pra caramba. O que aconteceu com a comunidade? O que houve com as outras vilas que foram mostradas no mapa? E o Doador? O que aconteceu com ele? 


Agora, um ponto que me interessou bastante foi a produção e a escolha do elenco, que foi realmente pesado, Meryl Streep como a Anciã Chefe, Teilô como Rosemary e Brenton Thwaites como Jonas (o que foi uma aposta do diretor de elenco, já que ele não tinha fardo de experiência como os outros do cast, mas isso não o impediu de brilhar).

Eu li o livro em uma viagem que fiz ao Chile em 2014 e fiquei perturbado o resto da visita no país, o livro realmente mexe com a cabeça de todos. Agora, eu não sei o porquê de eu ter demorado tanto para ver o filme, já que ele é tão bom. Entrou nos meus favoritos!

Por hoje é só, pessoal! Até a próxima.

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11 comentários

  1. Antônio, esse livro/filme anda me perseguindo. Deve ser alguma indireta para que eu leia/assista e me renda aos encantos, porque não é possível eu ver tantas postagens sobre o assunto no mesmo dia.

    Depois dessa leitura pelo seu post muito bem escrito, acabei criando ainda mais vontades para me entregar de vez e ao menos assistir o filme, parabéns, conseguiu me convencer.

    Aliás, estou adorando seu blog.
    Até mais!

    Elfo Livre

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    1. Hsuahs, o livro de fato é um de meus favoritos. O filme você encontra na Netflix, não perde mais um minuto. Vai ver logo!
      Depois me conte o que achou!
      Fico feliz em saber! Volte sempre ;)

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  2. Ual, estrou impressionada com essa resenha! Gostei do modo da sua visão do filme, me trouxe até um outro olhar na parte que as cores começam a voltar, bem, irei ler o livro depois do seu comentário, estou curiosíssima!
    Bjs
    Sentimentos Apurados

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    1. Haha muito obtigado. Leia sim, vale a pena!
      Volte sempre ;)

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  3. Moço acredita que nunca li esse livro e nem vi o filme? E agora me pergunto PORQUE NÃO FIZ ISSO AINDA? Preciso ler pra ontem. Parabéns pelo blog, super lindo :*

    http://memoriasdeumaleitoraa.blogspot.com.br/

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    1. Haha, precisa ler mesmo! Todos tem que ler essa maravilha!
      E muito obrigado! Volte sempre ;)

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  4. Nossa é uma viagem mesmo hein! Que história criativa! Engraçado... nunca tinha ouvido falar, nem do filme nem do livro. Acho que preciso ler mais ;/

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    1. Hushaus, é meio estranho mas vale a pena.
      Volte sempre ;)

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  5. Esse livro/ filme deve ser muito bom. Escuto falar muito bem deles, assim q eu arrumar um tempinho vou correr e ir ver/ler.
    Kkk

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  6. Já tinha ouvido falar sobre esse livro, mas não sabia nada da história. Parece ser bem diferente, a ideia é interessante.
    Beijos
    Mari
    www.pequenosretalhos.com

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