Swift

O que a Netflix tentou fazer em Bright?

Will Smith dá mais um tiro no escuro protagonizando o filme lançado pela Netflix ontem, 22/12, e nós, pessoas que adoram esse homem, não podemos reclamar.


No filme, o policial Ward é designado para trabalhar com Nicholas Jakoby, um novato no departamento. O problema é que Jakoby não é humano como os outros policiais, e sim orc, uma das raças que dividem espaço na Los Angeles fictícia do filme.
Elfos - extremamente ricos e gananciosos -, orcs - negligenciados e tidos como párias - e humanos - que só causam discórdia - são apresentados durante o enredo como seres racionais, além de fadas e outros seres míticos tratados como animais por não terem sociedades organizadas. O contato forçado entre diferentes seres toma um caráter agressivo e opressor, por muitas vezes racista, de forma análoga ao mundo real.
Pessoalmente, eu estava ansioso desde que o Will veio à CCXP divulgar o filme, mas ao mesmo passo, estava receoso com o que a Netflix ia fazer ali. É uma ideia de trama fantasiosa como MIB, com uma dupla policial sarcástica como em Anjos da Lei, porém falhando nos dois conceitos. A combinação não foi das melhores mas foi o suficiente para prender o espectador na história e angariar uma avaliação boa da audiência no Rotten Tomatoes.


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Foram U$90 milhões gastos na produção do filme para ele ser apenas o mexidão que a gente espera na janta dos filmes do serviço de streaming. Não foi bem recebido pelos críticos, mas tem fã já alucinando no Twitter pedindo por continuação. O comum para uma ficção que não vai pra grande tela do cinema, eu acho. Para uma empresa que quer dominar a sétima arte, não é o suficiente e não pode ser usado de exemplo sendo que na vitrine tem iguarias muito melhores, como Okja e What Happened to Monday?.
Antes de se jogar e ver, dá uma olhada no trailer aqui:


É isso. Até a próxima, pessoal!

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